Dói deixar para trás, ter de abrir mão de algo que já foi nosso. Dói. Machuca ter de olhar o pôr de sol e perceber: puxa, com o dia você se foi. As lembranças passam a assolar nossa mente, incisivamente. E com o vento meu cabelo fica solto no ar, minhas lágrimas ganham o poder de voar, e cair, e por fim no chão são absorvidas e banidas de novamente encontrar a luz. Corrói ter de ver aquilo que você amou, ou ao menos se importou ter de ir para qualquer lugar que meus olhos já não podem alcançar com facilidade. E o nosso coração bate apertado, bate sobre a barreira da distância. O mundo, algo tão distante, rouba o que é meu, e o que é seu também, corta linhas traçadas, trazem suspiros encharcados de um sentimento vazio, solitário. E nas entrelinhas desta história sempre está alguém, que sorriu, que amou e que agora apenas é. Na coxia sempre fica o músico, o ator, a bailarina, esperando pela sua chance de conquistar tantos olhares, aplausos, sorrisos. Após o espetáculo, cadeiras vazias, sapatilhas desamarradas, pianos desafinados, máscaras solitárias, silêncio, apagam-se as luzes. E a doce dançarina solta seus cabelos, que ficam soltos no vento, sem rumo. Ela que já gozou de tantos aplausos agora tem de contentar-se com o espetáculo de lágrimas sendo absorvidas. O músico, tem de apreciar a harmônica melodia do silêncio, sim, ele que já teve tudo, agora sente a dor de não poder ouvir nada. E o ator, bem, o ator pode meter-se em um personagem qualquer, e ter o gosto de ser solitário por conseqüência de seu nobre papel, mas ainda sim sente os calafrios do nada batendo a sua porta todos os dias.
sábado, 27 de junho de 2009
Um palco vazio
Dói deixar para trás, ter de abrir mão de algo que já foi nosso. Dói. Machuca ter de olhar o pôr de sol e perceber: puxa, com o dia você se foi. As lembranças passam a assolar nossa mente, incisivamente. E com o vento meu cabelo fica solto no ar, minhas lágrimas ganham o poder de voar, e cair, e por fim no chão são absorvidas e banidas de novamente encontrar a luz. Corrói ter de ver aquilo que você amou, ou ao menos se importou ter de ir para qualquer lugar que meus olhos já não podem alcançar com facilidade. E o nosso coração bate apertado, bate sobre a barreira da distância. O mundo, algo tão distante, rouba o que é meu, e o que é seu também, corta linhas traçadas, trazem suspiros encharcados de um sentimento vazio, solitário. E nas entrelinhas desta história sempre está alguém, que sorriu, que amou e que agora apenas é. Na coxia sempre fica o músico, o ator, a bailarina, esperando pela sua chance de conquistar tantos olhares, aplausos, sorrisos. Após o espetáculo, cadeiras vazias, sapatilhas desamarradas, pianos desafinados, máscaras solitárias, silêncio, apagam-se as luzes. E a doce dançarina solta seus cabelos, que ficam soltos no vento, sem rumo. Ela que já gozou de tantos aplausos agora tem de contentar-se com o espetáculo de lágrimas sendo absorvidas. O músico, tem de apreciar a harmônica melodia do silêncio, sim, ele que já teve tudo, agora sente a dor de não poder ouvir nada. E o ator, bem, o ator pode meter-se em um personagem qualquer, e ter o gosto de ser solitário por conseqüência de seu nobre papel, mas ainda sim sente os calafrios do nada batendo a sua porta todos os dias.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

1 comentários:
'[...]a bailarina solitaria...na cochia após uma maré de aplausos...termina apagando as luzes do palco... ela deixa sua alma lá. e volta pra sua casa vazia, pensando em como será o proximo dia. o palco a enxe de esperança, a enxe de vida, é tudo oqe ela quer, estar la, por apenas um minutoé mais satisfatório e a tarz mais prazer doqe viver mil anos na escuridão que chamamos denossa atual sociedade. [...]'
esse é um fragmento de um texto meo, seu texto me lembrou deste. Parabens, o blog ta otimo, vc tem a alma...
...nada melhor doqe se expressar, e fazer co mque os outros vejam nossas vitudes, e suas verdades.
Beijos. [acompanho agora]
Postar um comentário